MANTENA-MG


     
    
  
HISTÓRIA DE MANTENA-MG

Foi a muito, mais ou menos em 1920, que nosso território começou a ser povoado. Isso aconteceu graças aos padres capuchinhos, entre eles, Frei Inocêncio de Comiso.

Naquela época, as terras que hoje formam o nosso Município pertenciam ao Município de Itambacuri - MG, fazendo parte do Distrito chamado Lajão, depois o Distrito de Lajão foi desmembrado de Itambacuri, surgindo o Município de Conselheiro Pena.

Em 1930, o Sr. Emiliano Ferreira Júnior, comprou grande parte dessas terras e veio ocupá-las juntamente com sua família.

Dois anos depois de sua instalação nas terras, desgostou-se daqui devido à morte de sua filha e resolveu vender suas terras para o Sr. Cândido Ribeiro Gonçalves, conhecido como Cândido Ilhéu, este comprou todo o patrimônio e doou uma parte para a construção do povoado, com apenas 7 (sete) casas, recebendo o nome de "BARRA DO CÓRREGO DOS ILHÉUS", em homenagem ao doador.

Naquela época, o prefeito do Município de Conselheiro Pena (ao qual pertencia nosso povoado) era o Dr. SEBASTIÃO ANASTÁCIO DE PAULA, que muito feliz com o crescimento do povoado transformou-o em Distrito de "BOM JESUS DO MANTENA".

Onze anos após a criação do povoado, o Governador do Estado Dr. JOSÉ MAGALHÃES PINTO, expediu um documento (Decreto nº 1.058), criando o Município de Mantena.

Em 04 de janeiro de 1944, foi nomeado pelo Governador o primeiro prefeito, Sr. JOSÉ FERNANDES FILHO (o Fernandinho).

Em 30 de dezembro de 1944, pelo Decreto nº 1291 foi criada a Comarca de Mantena, sendo o seu primeiro Juiz de Direito o Sr. Dr. OSVALDINO DE PAULA SALAZAR.

Pertencem à Comarca de Mantena os Municípios: Mendes Pimentel, Itabirinha, Central de Minas, São João do Manteninha e Nova Belém.

O nome "Mantena" é indígena e quer dizer: "Terra Boa - Solo Fértil".

Era verdade, o Município começou a experimentar uma expansão econômica e geográfica das maiores, recebendo famílias que vinham de diversas localidades para cá.

A produção de café e a extração de madeiras atraíam a atenção de todos, inclusive das pessoas do Espírito Santo, começando aí a triste história do Contestado.

A revolta do Contestado foi um conflito desde o começo do povoado entre o Estado do Espírito Santo e Minas Gerais, que só terminou quando o Supremo Tribunal Federal estabeleceu os limites entre os dois Estados. Foi assinado um tratado que estabeleceu a paz, entre os dois governadores interessados: JOSÉ MAGALHÃES PINTO - MG e FRANCISCO LACERDA DE AGUIAR - ES, em setembro de 1963.

A partir desta data o Município continuou sua expansão, baseando sua economia principalmente na produção de café, o que veio contribuir também para a sua estagnação econômica devido à queda do preço do café no mercado mundial.

Atualmente, o Município de Mantena vem lutando contra esta estagnação diversificando sua economia, mas este processo é lento e doloroso para toda a população.

HISTÓRICO DE MANTENA

DE PATRIMÔNIO A MUNICÍPIO"

MANTENA que significa terra boa e fértil está localizada no leste de Minas, Vale do Rio Doce, na fronteira com o Espírito Santo.

O Município teve, anteriormente, dois nomes: o de "Barra do Córrego dos Ilhéus", em virtude de sua localização nas margens do Córrego de propriedade do Sr. Cândido Ribeiro Gonçalves, vulgo, Cândido Ilhéu, e, mais tarde, o de "Patrimônio de Benedito Quintino" em homenagem ao ilustre Dr. Benedito Quintino, Diretor do Departamento Geográfico do Estado e considerado um grande desbravador da região.

A região foi inicialmente desbravada pelos exploradores desejosos de se apossarem das terras e pelos padres Capuchinhos, FREI SERAFIM DE GORÍZIA, FREI ÂNGELO DE SASSOFERATO, FREI GASPAR DE MÓDICA e FREI INOCÊNCIO DE COMISO.

O primeiro morador do local, onde hoje se ergue a cidade de Mantena, foi o Sr. EMILIANO FERREIRA JUNIOR, que partindo do município de Ipanema/MG., em 1933, e atravessando o rio Doce na pedra da Lorena, acima da cidade de Aimorés/MG., em busca de matas, subiu a serra do Cuparaque/MG. E cruzou as águas do São José em plena mata virgem atingindo a barra do ribeirão dos Ilhéus, onde fez a primeira derrubada. Seus companheiros eram FRANCISCO PERIGOSO, ANTÔNIO PERIGOSO E CÂNDIDO RIBEIRO GONÇALVES, conhecido pela alcunha de "Cândido Ilhéu".

Emiliano Ferreira Júnior apossou-se da barra do córrego dos Ilhéus até a confluência do Córrego do Turvo. Francisco Perigoso limitou sua posse com o Córrego do Turvo e Antônio Perigoso apossou-se das margens do ribeirão São Francisco.

No início de 1934, Emiliano Ferreira Júnior perdeu sua primeira filha, de nome Elisa, sepultada no local onde se encontrava a Capelinha de Santo Antônio de Mantena e hoje se encontra o Cruzeiro, na Praça Santa Luzia; e, desgostoso com esse acontecimento, vendeu sua posse para Cândido Ribeiro Gonçalves que a doou mais tarde a Santo Antônio de Mantena.

A região do braço sul do São Mateus ou Cricaré, onde está situado o município de Mantena, pertenceu desde a fundação de Filadélfia, em 1852 até 1918 ao Distrito de Itambacuri/MG., do município de Teófilo Otoni. Com a emancipação de Itambacurí aquela região ficou pertencendo ao novo Município.

Em 17 de dezembro de 1.938, pela Lei nº 158, foi criado o distrito de Bom Jesus do Mantena, compreendendo toda a região do São Mateus do Sul, com a participação do distrito de Lajão que se tornou município de Conselheiro Pena/MG.

Em 30 de dezembro de 1943 o Decreto-Lei nº 1.058 assinado pelo então governador Benedito Valadares, criou o município de Mantena, cuja instalação se verificou em 1º de janeiro de 1.944 sendo nomeado 1º intendente o Sr. SEBASTIÃO ANASTÁCIO, de Conselheiro Pena/MG.

Nomeado como Prefeito do Município, o Sr. JOSÉ FERNANDES FILHO, conhecido pela alcunha de "Fernandinho", assumiu a prefeitura em 04 de fevereiro de 1944, permanecendo até final de 1945, quando se afastou,

Em 30 de dezembro de 1944, o Governador do Estado assinou o Decreto-Lei nº 1.011 criando a Comarca de Mantena. Sua instalação solene se deu em 1º de janeiro de 1945,

sendo seu 1º Juiz o Dr. OSVALDLNO DE PAULA SALAZAR que não permaneceu aqui por muito tempo. Em seu lugar foi designado o Dr. ONOFRE ESTEVES OTONI que permaneceu na Comarca até 1959,

O afastamento de Fernandinho deveu-se a volta à legalidade no Brasil, após a queda de Getúlio Vargas. Era preciso se afastar do governo para disputar as eleições gerais marcadas.

Em um curto período de tempo foram nomeados outros interventores que se sucederam até por horas à frente do Município. São eles:

• Dr. Aduvaldo Santos Pinto (1946) -2 meses;

• José Maria Camargo (1946) -4 meses;

• Dr. Adolfo Mário de Oliveira (1946) - 6 meses;

• Capitão José Meira Júnior (1947)

Fernandinho disputou as eleições e foi eleito, sendo seu mandato de 1948 a 1951, Ao seu lado surgiu a primeira Câmara de vereadores formada pelos senhores:

• PASTOR ANSELMO LUIZ CANTUÁRIA;

• CORNÉLIO FERNANDES DE ARAÚJO;

• PASTOR DAVID DE ALMEIDA LEITÃO;

• JARDAS RESENDE BOECHAT;

• JOSÉ SECUNDINO DA FONSECA

• PEDRO CIRILO DE PAULA;

• JOSÉ ROMERO DUQUE - 10 PRESIDENTE;

• JOÃO GOMES VIEIRA;

• JOSÉ DE SOUZA FERREIRA

• SEBASTIÃO COELHO BASTOS;

• WALDIR PEREIRA DA SILVA;

• LIMIRO CALDEIRA HORSTH.

Naquela época a composição distrital do Município era a seguinte: Sede, São João do Manteninha, Itabirinha, Santo Agostinho de Minas, Água Doce do Mantena e Barra do Ariranha.

Provando que a denominação MANTENA - Terra Boa - era verdadeira, esse Município começou a experimentar uma expansão econômica e geográfica das maiores, recebendo famílias que se deslocavam dos diversos pontos do Estado para essa região. A produção de café e a extração de madeira atraia a atenção de todos, inclusive de pessoas do Espírito Santo, e ai começa a triste história do contestado.

A revolta do contestado foi um conflito desde o começo do povoado, entre o Estado do Espírito Santo e Minas Gerais, que só terminou quando o Supremo Tribunal Federal estabeleceu os limites entre os dois Estados. Foi assinado um Tratado que estabeleceu a paz entre os dois governadores interessados: JOSÉ DE MAGALHÃES PINTO / MG. e FRANCISCO LACERDA DE AGUIAR / ES., em setembro de 1.963.

Em 09 de dezembro de 1.963, o Diário Oficial do Estado de Minas Gerais publicava a Resolução 569, do Governador Magalhães Pinto. Nela, estava definida, junto à Lei 2084 do Estado do Espírito Santo, a linha divisória do município, entre os dois Estados ao norte do Rio Doce, com as delimitações que tem hoje.

Desde então, ainda governaram este Município os seguintes Prefeitos:

• JOSÉ ROMERO DUQUE - 1951 / 1955

VICE: ANTONIO JACINTO COIMBRA

• DR. DOMINGOS JORIO FILHO - 1955 / 1959

VICE: WALDIR PEREIRA DA SILVA

• JOSÉ ROMERO DUQUE - 1959 / 1963

VICE : FRANCISCO VASCONCELOS DE OLIVEIRA

• WALDIR PEREIRA DA SILVA - 1963 / 1967

VICE : FRANCISCO FERNANDES DE ASSIS

• DR JOSÉ MONTEIRO DA GAMA NETO - 1967 / 1970

VICE: ERMANO BATISTA FILHO (Com a renúncia de José Monteiro em 02/06/69, assumiu o cargo de Prefeito Municipal o vice Ermano Batista Filho).

• ERMANO BATISTA FILHO - 1970 / 1971

• ADRIÃO BAIA - 1971 / 1973

VICE: HÉLIO OUTRA DE MEDEIROS

• DR. ERMANO BATISTA FILHO - 1973 / 1977

VICE: JOÃO JOSÉ DE CARVALHO

• ADRIÃO BAIA - 1977 / 1983

VICE: JOEL GARCIA DOS SANTOS

• JOEL GARCIA DOS SANTOS - 1983 / 1987

VICE: URIEL ANTÔNIO MOREIRA

• FERNANDO SATHLER MOL - 1988 / 1992

VICE: LAIR BATISTA DE SOUZA

• JOEL GARCIA DOS SANTOS - 1993 / 1996

VICE: MARCOS ANTÔNIO VIEIRA CAMPOS

• VICENTE DE PAULA MARINHO - 1997 / 2000

VICE: ADRIÃO BAIA

• VICENTE DE PAULA MARINHO - 2001 / 2004

VICE: ADRIÃO BAIA

• CLÁUDIO DE PAULA BATISTA - 2005 / 2008

VICE: LUIZ ANTÔNIO GARCIA

• MAURÍCIO TOLEDO JACOB - 2009 / 2012

VICE: GENTIL MATA DA CRUZ

• WANDERSON ELIZEU COELHO 2012/2016
VICE: MOACIR BATISTA

O Município de Mantena está situado na zona do Mucuri ou região geográfica do Rio Doce. Sua sede, Mantena, está a 240 metros de altitude e o ponto mais alto do Município é a Pedra de Brejaúba com 1065 metros de altitude. Mantena fica distante 1 quilômetro da famosa Pedra do Emiliano, com aproximadamente 600 metros de altitude.

Atualmente a área do município é de 682,83 m2 e está dividida em 3 distritos administrativos: Sede: com o povoado do Bananal. Barra do Ariranha: com o povoado de Santa Rita. Limeira de Mantena Nazário

Suas variações térmicas são: Temperatura média anual: 23,70º C Média máxima anual: 25,60º C Média mínima anual: 18,30º C

Índice pluviométrico do município: 1.200 mm

Principais rios: Braço sul do Rio São Mateus Rio São Francisco, pertencentes a Bacia do Rio São Mateus.

O município de Mantena limita-se: ao norte com o Município de Nova Belém / MG; ao Sul com Mantenópolis (ES); ao leste com Água Doce do Norte (ES) e Barra de São Francisco (ES); a Oeste com São João do Manteninha (MG), Mendes Pimentel (MG) e Itabirinha (MG).

O Município é cortado pela BR 381, estando ligada às principais cidades do Estado por linhas de ônibus.

Mantena conta, de acordo com a contagem da população de 2.000do IBGE, com uma população de 26.872 habitantes, sendo 19.311 habitantes a população urbana e 7.561 habitantes da zona rural. Do total de 26.872 habitantes, 13.692 corresponde a população feminina e 13.180 a masculina, do Município. Atualmente, de acordo com a estimativa do IBGE de 2007, a população do Município é de 26.721.

As comemorações do dia da cidade acontecem no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, Padroeiro da cidade.

RELAÇÃO DE HOSPITAIS

Casa de Saúde Santo Antônio

Hospital Evangélico de Mantena

Hospital São Vicente de Paula

RELAÇÃO DE PREFEITOS E VICES E DATA DE SUAS RESPECTIVAS POSSES

Dt. Posse

Prefeito

Vice - Prefeito

08-12-47

JOSÉ FERNANDES FILHO
SEBASTIÃO ANTÔNIO DA SILVA

31-01-51

JOSÉ ROMERO DUQUE
ANTÔNIO JACINTO COIMBRA

31-01-55

DOMINGOS JÓRIO FILHO

WALDIR PEREIRA DA SILVA

31-01-59

JOSÉ ROMERO DUQUE
FRANCISCO VASCONCELOS DE OLIVEIRA

31-01-63

WALDIR PEREIRA DA SILVA

FRANCISCO FERNANDES DE ASSIS

31-01-67

JOSÉ MONTEIRO DA GAMA NETO
ERMANO BATISTA FILHO

02-06-69

ERMANO BATISTA FILHO
Assumiu o Cargo devido renúncia

do prefeito

01-01-71

ADRIÃO BAIA
HÉLIO DUTRA DE MEDEIROS

31-01-73

ERMANO BATISTA FILHO

JOÃO JOSÉ DE CARVALHO

31-01-77

ADRIÃO BAIA
JOEL GARCIA DOS SANTOS

01-02-83

JOEL GARCIA DOS SANTOS

URIEL ANTÔNIO MOREIRA

01-01-89

FERNANDO SATHLER MÓL
LAIR BATISTA DE SOUZA

01-01-93

JOEL GARCIA DOS SANTOS
MARCOS ANTÔNIO VIEIRA CAMPOS

01-01-97

VICENTE DE PAULA MARINHO
ADRIÃO BAIA

01-01-2001

VICENTE DE PAULA MARINHO

ADRIÃO BAIA

01-01-2005

CLÁUDIO DE PAULA BATISTA
LUIZ ANTÔNIO GARCIA

01-01-2009

MAURÍCIO TOLEDO JACOB
GENTIL MATA DA CRUZ

 WANDERSON ELIZEU COELHO 2012/2016
VICE: MOACIR BATISTA

ESCOLAS MUNICIPAIS DO MUNICÍPIO DE MANTENA

Nome da Escola

Endereço

Centro Educativo Municipal Instituto do Povo

Rua Joel Bahia, 77 Vila Nova

Escola Municipal Petrina Pinto Pereira

Rua Mato Grosso, 143 Vila Nova

Escola Municipal Frei Inocêncio

Av. Frei Gaspar, 505 Vila Nova

Escola Municipal Jamiro Batista

Rua João Belo, 19 Nazário

Escola Municipal do Distrito de Limeira

Rua Bragança e Rocha, 109-D.Limeira

ESCOLAS ESTADUAIS DO MUNICÍPIO DE MANTENA

Nome da Escola

Endereço

Escola Estadual Professora Zilda Pinheiro da Silva

Rua Tereza Casa Grande, nº 171- Centro - Mantena

Escola Estadual Antônio Carlos

Praça Santa Luzia, 133 - Centro - Mantena

Escola Estadual Dona Raimunda Duque

Rua Vereador Victor Campos Queirós, 398 - Centro - Mantena

CESU Prefeito José Romero Duque

Rua Fidelcino Vieira, 84 Centro - Mantena

Escola Estadual Cândido Ilhéu

Vila Barra do Ariranha
Escola Municipal João XXIII


Santa Rita
Barra do Ariranha
Escola Municipal Vereador Raimundo Crispim
Limeira

Escola Municipal Vereador David de Almeida Leitão


Av. Getulio Vargas, SN -Ariranha


Escola Municipal Mario Rigamont
Rua Pastor José Fabrício, 315


HINO À MANTENA

Letra e música de José Neto (1981)

DOS ILHÉUS UM NOME FICOU

BENEDITO QUINTINO TAMBÉM

VALADARES ASSINOU

A CIDADE FERNANDES FUNDOU

CORO

MANTENA

TERRA BOA

DE PRODUTOS RURAIS (BIS)

II

NA RIQUEZA DO SOLO FICOU

A ESPERANÇA DE UM POVO FELIZ...

QUE ENCONTROU VERDES MATAS

NA CONTESTA DOS CAFEZAIS.

III

SE O DESTINO DA FÉ IMPLANTOU

FREI INOCÊNCIA NA HISTÓRIA

FICOU...

NAS CAPELAS, NA MATRIZ

SAUDOSO ANCIÃO IMORTAL

IV

MANTENA AGORA É MAIS

BRASIL

COM CIVISMO CULTURAL

SEU POVO VARONIL

E SIMBOLISMO TRIUNFAL

Fonte: Câmara Municipal de Mantena-

CINE TEATRO IMPÉRIO um ponto de referência na história de Mantena
Antes mesmo de Mantena chegar a ser a grande cidade que é atualmente , pelo esforço e iniciativa de muitos filhos da terra, D.Arlinda Romana Gomes havia planejado trazer para a cidade uma casa de diversões, isto foi em 1953 uma obra que chamou a atenção no Vale do Rio Doce, construção erguida pelo Sr. Antonio Francisco de Souza ( construtor da época ). Foram instaladas no acabamento interno 850 poltronas, sendo 700 estofadas, instalação sanitária, galeria, modernas máquinas francesas com aparelhagem dupla adquirida diretamente da fábrica em seu pais de origem


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Foto do ato de inauguração do cinema onde compareceram o Dr. Jose Maria de Alkmin ( Secret. das Finanças do Estado ) e o Sr. José Fernandes filho ( Atual Deputado pela comuna ) Entre seus visitantes ilustres temos a presença por duas vezes do Governador Juscelino Kubtschek

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A sacada do Cinema era sempre usada para reunir os amigos e familiares e acompanhar os desfiles que aconteciam na Av. José Mol, sempre foi um ponto estratégico para se registrar momentos.

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Foto Sra. Carlota Pontes Gerente do Cine Teatro Império e contadora do Forum de Mantena.

Após 3 anos de inaugurado, chegou a era do Sr. Archimedes Fernandes

Em 1948 ele veio para Mantena a pedido do seu irmão Sr. José Fernandes Filho ( 1º Prefeito de Mantena ) para gerenciar uma loja. O Cinema ele adquiriu em 1956. Sr. Archimedes veio de Ipanema, servia o exército em Belo Horizonte. Quando ele comprou o cinema contraiu uma dívida de 70.000 cruzeiros, na época esse valor correspondia a aproximadamente R$ 500.000,00 ( quinhentos mil reais ) Haviam 10 candidatos para comprar o cinema Sr.Archimedes foi o último que chegou e acabou comprando. O cinema ficou parado apenas 30 dias e logo teve início a Era Archimedes.
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Nos fins de semana o movimento era maior, na entrada da sessão existiam duas filas, uma para comprar o ingresso onde a fila ia até o supermercado mol, e outra fila para entrar que chegava até o prédio das casas pernambucanas ( hoje Secret. Saúde).

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Os cartazes eram sempre colocados na calçada. O anuncio da chegada dos filmes era feito por carro de som onde o Sr. Archimedes percorria as cidades vizinhas dizendo: "Vamos exibir o filme tal, um dos melhores filmes do mundo, vamos exibir no cinema" as cidades percorridas eram Itabirinha, àguia Branca entre outras, a propaganda durava o dia inteiro.

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O cine teatro império sempre recebeu atrações diversas, a banda lira Mantenense já se apresentou no cine, cantores famosos já estiveram no cinema entre eles: Nelson ned, Gretchen entre outros. Atrás da tela havia um camarim , o show começava quando os artistas saiam e as cortinas se abriam o público delirava. O primeiro cantor que se apresentou no cinema foi Nelson ned, os shows aconteciam três vezes por ano.

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Os temas musicais que soavam dos auto-falantes eram todas colocadas por iniciativa do Sr. Archimedes. Antes de cada sessão sempre o mesmo tema musical tocava, bem como quando a sessão terminava. segundo ele "essas músicas eram todas doideras minhas".






Sr. Archimedes esteve com o cinema em funcionamento por aproximados 30 anos

A compra do cinema aconteceu em 1956. Sr. Archimedes estava resolvido a ir embora para Anápolis colocou a loja à venda, mas como não conseguia vender resolveu então ficar e comprar algum imóvel foi então que comprou o cinema . Onde após individamento do antigo dono junto ao Banco Belo Horizonte as portas abriram para a compra. Com a aquisição do cinema foram dispensados 08 funcionários, foram treinados 01 operador e 01 auxiliar de operador e ficou o pessoal da limpeza . O aprendizado do Sr. Archimedes veio através de um gerente da época. .
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Fachada do cinema hoje Maio 2004, a parte superior ainda preserva suas características originais mas a parte frontal inferior já foi modificada.

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"Eu ia junto marcar filmes em BH com a concorrência, eles gastavam muito e eu muito econômico, foi ai que eles ficaram ruim de situação" os contratos com as companhias de filmes eram complicados, os filmes tinham que ser exibidos em 03 dias e devolvidos "o cinema era uma coisa boa, o difícil era o povo"

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_"Dentro do cinema eu não deixava ficar beijando muito porque começava a tampar os outros. mas na parte de cima eu não ligava não. Aconteceu uma vez de uma mulher de um camarada entrar e esfaquear a amante dentro do cinema, a mulher saiu presa pelos policiais que sempre estavam presentes".






. Em 2004 o cinema completa 51 desde a sua Criação, uma História VIVA.

Sr. Archimedes passava o dia inteiro, ou as vezes até a noite inteira na exibição de filmes religiosos na semana santa. O Cinema parava às 8:00 hs da manhã para limpar e refrescar as máquinas. Na época só existia um motor de Luz na cidade quando ele quebrava parava tudo. foi então que ele resolveu o problema comprando um motor e instalando um poste de luz na praça do centro " só aqui tinha luz...na porta do cinema...todo mundo vinha pra cá..muitos para namorar e outros para ver o movimento". o Tema de Lara era tocado nos auto-falantes para chamar o povo para o início da sessão, a cidade toda ouvia. Algumas modificações foram feitas próximo à paralização definitiva do cinema uma delas foi a mudança do barrado do cinema que era em LAMPRI ( madeira ) pois acumulada muito cupim. foram tirados da parede dois Condicionadores de Ar pois a construção ao lado exigiu. Segundo o Sr. Archimedes a chegada do vídeo acabou com o cinema. A história do cinema em mantena marcou toda uma geração, toda uma época de romantismo e simplicidade. Com certeza muita história ainda está por ser contada mas com estes relatos um pouco da MEMÓRIA do CINE TEATRO IMPÉRIO foi passada a você
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As máquinas francesas possuiam um conversor para transformar a energia em energia corrente e estável. Hoje as máquinas são menores e mais sofisticadas.

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O aparelho que reproduzia o som nos auto-falantes que ainda existe no cinema mostram e revelam toda tecnologia da época.

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Este carretel era usado para abrir a cortina que era elétrica mas às vezes enguiçava então era usado o meio manual. " Quando abria a cortina a luz ia se apagando, tocava aquela música..tema de Lara..os cabelos chegam a se arrepiar ...tinha gente que chorava de emoção".

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Aparelho que fazia parte do conversor que regulava a energia para que ela permanecesse contínua no momento da exibição do filme.

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Era exibido um filme diferente a cada dia. as sessões eram no sábado 14:00 - duas matines e duas sessões à noite . No domingo eram 05 sessões. _"Antes de iniciar os filmes eu exibia o "Jornal da Cidade" um filme sobre a cidade que o Deputado fazia questão que fosse exibido". Quando o cinema foi comprado os filmes exibidos eram na maioria mexicanos. Os filmes que faziam sucesso de público eram os Religiosos, Westen e Chines.



COMO TUDO COMEÇOU...

Os primeiros desbravadores que chegaram em mantena por volta do ano de 1926 , o Sr. Laurindo Custódio Pinto casado com Laudelina Venâncio, acompanhado de familiares: Raimundo Laurindo ( filho ) acompanhado da esposa, José de Oliveira ( genro- casado com Judith Maria - vó dita) e José Laurindo ( filho) acompanhado de esposa . Eles moravam em Santo Antonio de Manhuaçú quando ouviram uma notícia do Governo dizendo que teriam licença para entrar no Norte ( espírito santo) e ocuparem terra. Eles chegaram a mantena entrando por Cachoeirinha do Itaúnas. Uma mata muito fechada dificultava a entrada dos exploradores, mas insistentes eles faziam "picadas" no meio da mata e foram entrando até chegar em terra boa para fincar morada. O terreno que encontraram logo na chegada foi desmatado e demarcado. Da avenida Getúlio Vargas ( próximo à Igreja Batista ) até o Emiliano passando pela Rua Olegário Maciel a família demarcou e tomou posse. Foi o Sr. Laurindo quem doou terreno ( sítio ) para o Sr.Emiliano e o Sr.Candido Ilhéus assim que chegaram à Mantena. Os terrenos eram empossados assim que o proprietário erguesse seu barraco no lote desmatado, o registro só foi feito posteriormente quando o município foi emancipado. "Tudo em Mantena era MATA PURA " segundo Sra. Judith Maria ( vó dita) filha do Sr. Laurindo Custódio Pinto ( desbravador ). As primeiras barracas para dormir eram barracas de folha e taquara. Na região existiam muitos animais selvagens como: Antas, veados, macacos e muita quechada ( espécie de porco grande ). Todos tinham muito medo das onças e para se prevenir um sempre revesava vigiando o acampamento enquanto a família dormia, todos sempre andavam armados. Os homens desbravadores foram os que chegavam na frente abrindo as picadas, depois as famílias vinham atrás e se estabeleciam. A água usada para beber era retirada no Ribeirão São Francisco ( o que corta a cidade ). O transporte que existia era o "lombo"dos animais, as tropas percorriam longas distâncias para buscar mantimento ou para levar um doente. Como em mantena não havia médico uma certa vez a filha mais velha da Sra. Judith passando muito mau teria que ser levada até barra de são francisco (onde existia um farmacêutico ), na viagem atravessando matas fechadas e debaixo de chuva encontraram pelo caminho ( próximo ao matadouro municipal ) um jequitibá derrubado por raios, a árvore era tão grossa que não conseguiram atravessá-la, tiveram que fazer outra picada no meio da mata para poder seguir viagem




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Foto de Mantena por volta de 1939, no alto ao fundo a Capela de Santo Antônio, construída pelo soldado Antonio Urbano (mineiro ). Mata fechada por todos os lados, no alto ( morro localizado no centro da cidade ) é possível ver a clareira mostrando o início de tudo, desmatamento realizado pelos primeiros Desbravadores que chegaram a mantena.

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José de Oliveira Filho casado com Judith Maria ( vó dita ) chegou em Mantena junto com o sogro , fazendo as "picadas" trilhos no meio da mata fechada cercados por onças e outros animais selvagens

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Tudo aqui era mata fechada as "picadas" no meio da mata era o único meio de entrar em determinada região. A mata derrubada, o terreno demarcado era a certeza da posse.

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Sr.Raimundo Laurindo acompanhou a família ( pai e irmãos) trazendo consigo a esposa , também foi um dos que abriram caminho no meio da mata até chegar em Mantena ( então Gabriel Emilio )

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O transporte da mudança e da família era todo feito no lombo dos animais, as mulheres e crianças eram transportadas assim na chegada dos Desbravadores, os homens seguiam abrindo caminho e montando acampamento no meio da mata.





.os DESBRAVADORES da nossa Terra ...

Os lotes de burros foi o meio de transporte que o Sr. Laurindo usou para transporta sua família e sua mudança quando aqui chegou. Mulas e cavalos também faziam parte da tropa. As "picadas" dentro da mata era por onde todos passavam . O medo dos animais selvagens era grande, as onças assustavam, uma certa vez ( conta vó dita ) seu pai Sr. Laurindo estava fazendo uma bica para o moinho e ouviu uma onça pisando levinho "quebrando o matinho", quando ela chegou bem perto para pular em seu pai ele atirou e matou-a . Todos andavam armados por este motivo. As manadas de porcos do mato só eram assustadas com os tiros pois eles atacavam a tropa. Os cachorros eram comidos pelas onças, uma certa vez o Sr. Laurindo fez uma armadilha e colocou dentro carne, uma onça enorme entrou e foi morta dentro da armadilha. Foram necessários três homens para carregá-la amarrando-a num pau com cipó, depois tiraram o coro dela. A noite era terrível pois as onças berravam feio no meio da mata, " eu tinha muito medo delas" ( diz vó dita). "O bairro santos prates , o morro do chico Lima o centro até a rua Olegário Maciel era tudo mata , papai derrubou tudo no machado, o dia inteiro derrubando árvore"- relata vó dita confirmando que o pai logo depois montou um estaleiro ( para serrar madeira) pois os novos moradores buscavam madeira para construção de suas casas
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Andar armado na época era uma obrigação pois as além de não existir lei ou autoridades no território o meio da mata escondia as temidas onças que berravam a noite toda, era possível ouvi-lás à distância ( segundo relata Vó Dita ).

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A derrubada das matas era o meio de se marcar o terreno, a construção do barraco de tábuas era a marca da posse. o Sr. Laurindo chegou a derrubar uma área que compreendia o atual Matadouro até o bairro Nicoline.

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A madeira pesada derrubada das matas dentro da cidade para a construção das casas dos moradores que iam chegando eram puxadas por força animal ( carros de boi ).

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Foto tirada em fins de 1939 no local onde hoje é a praça da Bíblia. Na foto a Tropa do Antigo Regimento de Cavalaria da Força de Minas. Nesta época o crescimento da cidade era acentuado e acelerado, muita gente chegando e a cidade já caminhava para sua emancipação que finalmente após muitas brigas aconteceu em 1943.



Dificuldades e Conquistas...


A energia usada para iluminar as noites vinha do Querosene que todos usavam quando acabava era necessários cruzar as montanhas e matas e buscar em Resplendor. Existia uma plantação de bananas e uma lavoura enorme de café atrás no morro onde se localiza hoje a Primeira Igreja Batista. Não existia igreja alguma na cidade, a primeira congregação chegou junto com estes desbravadores, a congregação Batista que deu origem à Igreja Batista que foi fundada pela família do Sr. Laurindo que fez a doação do terreno. A primeira Igreja Batista de Mantena é mais antiga do que a própria cidade. As famílias foram chegando e o Sr. Laurindo era o construtor da época, uma certa vez foi chamado para fazer junto com Sr. Valdomiro uma fundação onde hoje se localiza o prédio do INSS em Mantena, na abertura da fundação eles encontraram um caixão com um par de sapatos enterrado no local ( sinal que alguém havia sido enterrado ali ). Segundo Vó Dita " aqui eles matavam para poder ver cair, todo mundo tinha medo de vir por aqui pois matavam de graça " Logo que construíram uma capela ( onde hoje é o cemitério ) certa vez um homem assassinado ficou pendurado na porta por uma noite e um dia inteiro até enterrar. Mais tarde veio a construção do cemitério Municipal. Mantena foi seguindo seu percurso e evoluindo, crescendo e se tornando uma cidade promissora na região. "Isso aqui depois que acabou a revolução da briga, cresceu derrepente e encheu de gente" diz vó dita ao se referir ao desenvolvimento da cidade e a sua permanência até hoje quando completa 90 anos. Uma história de vida ligada à Mantena e ao seu desenvolvimento. Muitos fizeram e continuam fazendo parte do desenvolvimento da nossa cidade, pessoas simples como também pessoas importantes e influentes mas que tem o seu destaque por lutarem em prol de uma coletividade, seja criando ou ensinando, seja construindo ou investindo, seja preservando ou incentivando, seja aprendendo ou simplesmente resgatando uma história rica e grandiosa como a NOSSA HISTÓRIA. Mantena tem uma memória, Mantena tem uma linda história que merece ser contada às Gerações.
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Vó Dita hoje com 90 anos é a MEMÓRIA VIVA de uma parte da história de Mantena que precisa ser resgatada e contada à nova Geração. Pois esta geração que chegou aqui primeiro está indo embora e poucos restam para contar uma história tão bonita e tão rica em detalhes, Mantena tem apenas 61 anos mas pouco se sabe sobre a sua história, uma história que vem sendo escrita dia após dia.

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Templo da Primeira Igreja Batista de Mantena, fundada pela família da vó Dita , terreno doado por seu pai Sr. Laurindo Custódio Pinto. Primeira Igreja construída em Mantena. A construção na foto do lado esquerdo ainda existe, pois o templo foi edificado no local onde está a edificação maior na foto . podemos ver ao fundo a MATA FECHADA que ainda existia , como também uma plantação




A NOSSA HISTÓRIA...


Mantena era região de floresta densa até a chegada ao local dos primeiros exploradores. A região de Mantena pertenceu até 1918 ao distrito de Itambacuri (município da comarca de Teófilo Otoni ). Com a emancipação de Itambacuri em 1918 ,passou a região a pertencer àquele município. Com a emancipação do distrito de Lajão em 1938 ( hoje chamado conselheiro pena ) foi desmembrado de itambacuri para anexar a Conselheiro Pena, os distritos de São Tomé, Penha do norte, e criado sede de distrito o povoado de Bom Jesus do Mantena, que passou a jurisdicionar toda a região da bacia do São Mateus do Sul. O povoado de Mantena era localizado no distrito de Aldeia do Eme. Até então o povoado contava com apenas 7 barracas cobertas de cavacos de madeira e 02 pequenas casas comerciais, de propriedade de José Secundino da Fonseca e Antonio Gonzales da La Fuente. O primeiro nome de Mantena foi São Francisco de Cima , enquanto que a atual Barra de São Francisco chamava-se São Francisco de Baixo, referências que viam da posição do pequeno Rio que corta as duas cidades ( Córrego São Francisco). Mantena recebeu também o nome de GABRIEL EMÍLIO em 1939 pelos capixabas que invadiram o território. Em 11 de agosto de 1939 pelo decreto-lei municipal n.17 o Prefeito de conselheiro Pena Dr. Sebastião Inácio de Paula (médico) vendo as manobras de penetração dos capixabas no território mineiro criou imediatamente um sub-distrito com sede no povoado e denominou oficialmente de BENEDITO QUINTINO ( nome de um engenheiro mineiro que prestou inestimáveis serviços à região contestada ) instalando na mesma ocasião uma escola Municipal. O nome Benedito Quintino foi conservado até à criação oficial do Município em 31 de Dezembro de 1943 (Decreto-lei estadual n.1.058) onde recebeu o nome de MANTENA (sugestão do Engenheiro Benedito Quintino dos Santos). O município de Mantena foi instalado no dia 1º de Janeiro de 1944 sendo nomeado primeiro prefeito Sr. José Fernandes Filho ,o governador do estado na época era Dr. Benedito Valadares Ribeiro. Pelo Decreto -lei n.1.291 de 30 de Dezembro de 1944 mantena foi elevada a categoria de comarca instalada em 1º de Janeiro de 1945, seu primeiro Juiz de Direito foi o Dr. Oswaldino de Paula Salazar

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Foto de Mantena por volta de 1939, no alto ao fundo a Capela de Santo Antônio, Mata fechada por todos os lados, no alto ( morro localizado no centro da cidade ) é possível ver a clareira mostrando o início de tudo, desmatamento realizado pelos primeiros Desbravadores que chegaram a mantena.

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Mantena hoje após 61 anos de emancipação, crescendo a cada dia e sendo conhecida pelo mundo. As construção já estão tomando o sentido vertical. Muitos prédios, muitas casas comerciais e algumas indústrias. Muito ainda está para acontecer, e com certeza mantena ainda irá crescer muito. O espírito acolhedor e amigo do mantenense nunca vai mudar. Mantena oferece muito calor humano e recebe bem os seus visitantes. VENHA CONHECER NOSSA CIDADE.

Fotos Arquivos Portal Mantena
Vista parcial da cidade no início, ruas ainda sem pavimentação e várias construções


José Fernandes Filho, o primeiro Prefeito e Deputado por Mantena.

Com a instalação do Município de Mantena em 1° de Janeiro de 1944, foi, pelo então Governaodor de Minas Dr. Benedito Valadares Ribeiro, nomeado o primeiro prefeito de Mantena o Sr. José Fernandes Filho, homem dinâmico e trabalhador, então residente no município de Conselheiro Pena. Ele tomou posse no cargo dia 05 de Fevereiro de 1944, dando origem no pequeno núcleo recém fundado à cidade que é hoje Mantena. Uma das primeira medidas foi a indicação junto ao governador de pessoas para formar seu governo municipal, como um delegado de polícia, subdelegados dos distritos, adjuntos de promotores, escrivãs de paz, bem como a criação das Escolas Reunidas Antônio Carlos, para a cidade e nomeação de suas professoras. Pelo decreto n° 36 organizou os serviços administrativos do município, onde foram nomeados os primeiros auxiliares da Prefeitura: 1° Secretário – Teófilo Couto Brandão, 1° Tesoureiro – Altamiro Vieira Sather, Agente de Estatística – Ascendino Vieira Campos, bem como os demais auxiliares necessários ao bom andamento da administração. Nesta época, Mantena se resumia num pequeno aglomerado de casebres, em sua maior parte coberto de taboinhas, conforme costume na região. Para montar sua estrutura administrativa, a deficiência econômica era tamanha que a primeira máquina de escrever (datilografia), foi adquirida com dinheiro do bolso de Fernandinho (prefeito), como também o cofre de aço e arquivos necessários à prefeitura. Em rápida narrativa sobre sua biografia, José Fernandes Filho (Fernandinho), nasceu em Caputira, município de Manhuaçu, Minas Gerais, em 20 de Setembro de 1906, filho de José Fernandes Silva e Dona Maria Carolina de Jesus. Ele fez o curso o primário em escola de Caratinga, matriculando-se mais tarde no Curso Ginasial, que teve de abandonar antes de terminado, para iniciar sua vida de trabalho. Para ganhar a vida, ainda muito criança, empregou-se no comércio, exercendo atividades nos municípios de Manhuaçu e Aimorés. Em sua mocidade, tornou-se Juiz de Paz no distrito de Assarai, e mais tarde membro do Conselho Consultivo da Prefeitura de Ipanema, função que exerceu nos anos 1934 a 1936. Da fundação do município de Mantena, pela inteligência e capacidade, o então governador de Minas Benedito Valadares, o nomeou Prefeito Municipal, cargo que ocupou , da data da fundação 4 de Janeiro de 1944 até Julho de 1946, quando se afastou para novamente voltar ao cargo, desta vez por eleição, aos 23 de Novembro de 1947. Fernandinho era casado com Dona Sebastiana Correa de Faria Fernandes, e pai de três filhos: Hasencliver Fernandes, Henrique Fernandes Lemos e Humberto Fernandes Lemos. Passados três anos, em 1950 candidatou-se a Deputado Estadual obtendo 5.864 votos, ficando numa das primeiras suplências de seu partido, o PSD. Nas eleições de 1954, voltou a se candidatar pela mesma legenda, sendo eleito como 3° do seu partido. Iniciou-se então uma nova etapa de sua atribulada vida, defendendo os interesses da região na Assembléia Legislativa Mineira.

Arquivo http://www.portalmantena.com.br/mantenagora240510.html
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