
Os mártires
Ao passar pelas cidades
Lembro-me daqueles
Grandes mártires
Eu começo a lembrar
Das histórias que me contam
Desses valentes solitários
Que num mundo de
Trevas e escuridão
Eles fizeram brilhar a
Luz do bom cristão
E por ela desceram ao chão
E eles conheciam o dever
De todo bom cristão
Mas, o mundo não os conhecia.
Já a tamanha ingratidão
Levados foram às feras
Das fogueiras o caixão
Fogueiras, cinzas vão para os rios.
Do calabouço, que triste!
Que triste prisão!
Não tinham deles compaixão
Mas eles tinham cristo
E o amavam de coração
Levaram a verdade ao mundo
Com coragem e emoção
Com fé muitas almas foram ganhas
Para a grande e bela emoção
Falaram verdade
E pagaram com a morte
Mas, para a feliz sorte.
Vem a eterna esperança
Que cristo aqui volte
Eles receberão as suas glórias
Das mãos daquele que é forte
Vingai oh cristo!
Pela morte de seus filhos
Que somente em ti
Mantinham a fé pura
Enquanto nossos pais adoravam
Pilares de pedras brutas
Quando nos levantarmos...
Quando olho para seu corpo
Corpo sem vida como
Uma terra fria
Castigada pelo tempo
Sua voz calou-se na agonia
Só restam saudades dos
Tempos de alegria
Vida triste, vida cruel
Que partiu-se como
Um favo de mel.
Que escorreste pela terra
Abraçada pelo relento
Sepultada no silêncio
Ouço falar em ressurreição
Espero com grande emoção
O levantar-se do caixão
Quando nos levantarmos
Dentre os mortos
Renovaremos a paixão
Que o tempo abraçou-se no caixão
Renovaremos a aliança
Lembrar-nos-emos da infância
Que brotou em nosso coração
Levantar-nos-emos
Dentre os mortos
Com amor no coração
Ficaremos felizes na tão sonhada
Manhã da ressurreição
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